Poucas matérias-primas cosméticas têm recebido tanta discussão sobre segurança como a lanolina. Durante a maior parte do século XX, foi objecto de numerosos estudos dermatológicos e as suas potenciais propriedades alergénicas despertaram o interesse de médicos e cientistas de todo o mundo.

As fontes destas controvérsias devem ser procuradas na história do desenvolvimento dos métodos industriais de obtenção e purificação da lanolina. Na primeira metade do século XX, os processos tecnológicos diferiam significativamente dos padrões de qualidade contemporâneos. A lanolina utilizada em preparações cosméticas e dermatológicas continha frequentemente maiores quantidades de impurezas provenientes do velo de ovelha, resíduos de detergentes utilizados durante a lavagem e ingredientes cuja presença está actualmente sujeita a um controlo rigoroso.

Foi neste período que começaram a surgir os primeiros relatos de dermatite de contacto em alguns doentes que utilizavam preparações contendo lanolina.

Nas décadas seguintes, a lanolina foi repetidamente analisada quanto à sua segurança. No entanto, com o desenvolvimento dos métodos analíticos e das modernas técnicas de purificação, percebeu-se que o problema era muito mais complexo do que se pensava inicialmente.

Cada vez mais dados indicavam que as reações observadas nem sempre estavam relacionadas com a própria lanolina, mas resultavam frequentemente da presença de frações químicas específicas ou impurezas encontradas em matérias-primas com menor grau de purificação.

Uma visão moderna da segurança da lanolina

Atualmente, a maioria dos especialistas concorda que a lanolina farmacêutica altamente purificada pertence a um grupo de matérias-primas bem testadas e com um perfil de segurança favorável.

É utilizado em inúmeras preparações cosméticas, dermatológicas e farmacêuticas utilizadas em todo o mundo. A sua presença nas farmacopeias e a sua longa história de utilização fornecem uma confirmação adicional da importância desta matéria-prima no cuidado moderno da pele.

Isto não significa, naturalmente, que a lanolina seja uma substância completamente desprovida de potencial alergénico. Como qualquer ingrediente de origem natural ou sintética, pode provocar reações de hipersensibilidade em pessoas particularmente predispostas. No entanto, no caso das lanolinas modernas e altamente purificadas, este risco é significativamente reduzido em comparação com as matérias-primas utilizadas há várias décadas.

Porque é que a ultralimpeza é importante?

A cosmetologia moderna está cada vez mais a afastar-se da simples questão: “a preparação contém lanolina?” e substitui-a por uma pergunta muito mais importante: “que qualidade de lanolina contém?”

É o grau de purificação, o controlo de qualidade e o avanço do processo tecnológico que determinam hoje o valor desta matéria-prima única.

Ultrapura Golden Lanolin® foi criado como resposta à necessidade de utilizar lanolina que cumpra os mais elevados padrões de qualidade contemporâneos. Combina a origem natural com processos de refinação avançados e controlo de qualidade em várias fases, graças aos quais preserva todas as propriedades biológicas mais importantes da lanolina, limitando ao mínimo a presença de ingredientes indesejáveis.

É por isso que o futuro da lanolina não está apenas relacionado com a sua origem natural, mas principalmente com a qualidade da tecnologia utilizada para a purificar. Determina se uma matéria-prima tradicional se torna um ingrediente moderno que satisfaz os requisitos da cosmetologia e dermatologia modernas.

9.Segurança da lanolina – factos e mitos

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